Polícia indicia mulher por vender vira-latas como cães de raça pela internet

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Ao contrário do que alega a suspeita, uma das compradoras, que preferiu ter a identidade preservada, conta que a cachorra “Channel” foi anunciada em um grupo de trocas e vendas pela internet, e pelo aplicativo WhatsApp, como sendo da raça Maltês. Na negociação, o cão foi comprado por R$1,3 mil e a entrega feita no estacionamento de um supermercado da cidade.

Após a compra, a dona percebeu que algo estava errado com o animal. “Falaram pra mim: ‘você comprou um Maltês mesmo? Porque ela não se parece nada com um maltês’, aí comecei a achar estranho”, diz.

A vítima procurou um veterinário, que examinou o animal e confirmou as suspeitas. “O formato, o tamanho, a aparência do pelo. Apesar do pelo estar danificado pelo estado do animal, não aparenta ser de um animal da raça maltês”, afirma o veterinário Bruno Monteiro. Na época, a cadela estava anêmica e desnutrida, e morreu depois de alguns dias.

Outra mulher também caiu no golpe e comprou um animal de estimação que acreditava ser um Maltês. Ela afirma que pagou R$ 300 à vista pelo animal, que estava fraco e não conseguia ficar em pé. “Fiz contato com ela [vendedora], fez de conta que não era com ela, evitava responder e acabou bloqueando”, conta a vítima, que tentou salvar a vida do cãozinho Nick, mas ele não resistiu e morreu.

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